segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Ano VII - número 76 - março/2017: A utilização da língua padrão e sua ênfase (III)

         Prezado (a) leitor (a), estamos oportunizando a compreensão adequada da norma-padrão do nosso idioma através de enunciados propostos. Portanto, vamos dar continuidade a eles, sempre com os devidos esclarecimentos e comentários.
13. Conhecido o resultado da votação, choveu vaias.
Frase incorreta. Corrigindo: Conhecido o resultado da votação, choveram vaias. > O verbo chover, nesse caso, não é impessoal, pois apresenta um sujeito: vaias (simples), que está no plural. Portanto, deve concordar com ele no plural. Além disso, o sentido do verbo chover é figurado.
14. Reformam-se colchões velhos, porém, precisam-se de aprendizes.
Enunciado incorreto. Corrigindo: Reformam-se colchões velhos, porém, precisa-se de aprendizes. > A primeira oração desse período (coordenada assindética) está na voz passiva sintética, devendo o verbo (reformam) concordar com o sujeito (colchões velhos) no plural. O se está na função de pronome apassivador. Já a segunda oração, que é coordenada sindética adversativa, apresenta sujeito indeterminado (verbo precisar, transitivo indireto, na terceira pessoa do singular + pronome se, índice de indeterminação do sujeito).
15. Dão-se aulas particulares de Português em domicílio.
Frase correta conforme a norma-padrão. A concordância do verbo está adequada e também o emprego da locução adverbial em domicílio, que deve ser utilizada quando existe na frase verbo sem noção de movimento (dar).
16. Duas guerras mundiais houve no século passado.
Frase correta de acordo com a norma-padrão. Trata-se de uma frase com sujeito inexistente, com o verbo impessoal haver no sentido de "existir" (terceira pessoa do singular).
17. Na juventude, tudo é flores; na velhice, tudo é trevas.
Enunciado incorreto. Corrigindo: Na juventude, tudo são flores; na velhice, tudo são trevas. > Aqui faz-se necessária a utilização da concordância especial do verbo ser no plural com os predicativos do sujeito (flores/trevas), não com o sujeito simples (pronome indefinido tudo). Porém, em razão de estilo, algum escritor pode optar pelo uso da concordância com o sujeito.
18. Hoje são dois de novembro.
Enunciado correto conforme a norma-padrão, pois o verbo ser está concordando no plural com o número de dias. No entanto, tal concordância soa muito artificial, sendo melhor da seguinte forma: Hoje é dois de novembro. Assim, a concordância do verbo ser se faz com a palavra dia, que está, nesse caso, subentendida.
         O (A) leitor (a) assíduo (a) deste Blog de comentários continuará em dia com a norma culta de nossa língua na próxima publicação. Sejam sempre bem-vindos!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ano VII - número 75 - fevereiro/2017: A utilização da língua padrão e sua ênfase (II)

         O ano de 2017 segue e já estamos no segundo mês, que é o mais breve, com apenas vinte e oito dias. O feriado de Carnaval acontecerá no final de fevereiro, bem como o curto período de recesso. As instituições de ensino, em sua maioria, pouco a pouco, começam a retomar suas atividades após as merecidas férias.
         Nesta publicação, prosseguimos com mais enunciados, com esclarecimentos precisos e comentários abalizados, sempre tendo em vista a norma padrão da nossa língua materna e a sua melhor compreensão.
7. Sou um dos que mais colabora e um dos que menos é reconhecido.
Frase correta. Porém, também está correta desta forma: Sou um dos que mais colaboram e um dos que menos são reconhecidos. > Quando o sujeito é o pronome relativo que precedido da expressão um dos, o verbo pode concordar na terceira pessoa do singular ou do plural, indiferentemente. Por exigência lógica, há casos em que o singular é obrigatório. Exemplo: "É uma das tragédias de Racine que se apresentará hoje no teatro."
8. Nunca fui um homem que criticou seu semelhante.
Frase correta de acordo com a norma-padrão, destacando a concordância verbal.
9. Deu cinco horas o relógio da sala agora há pouco.
Frase correta conforme a norma-padrão. O sujeito dela é o relógio da sala que aparece posposto ao verbo. O verbo (deu) concorda em número e pessoa com o sujeito.
10. Deram cinco horas no relógio da sala agora há pouco.
Enunciado correto de acordo com a norma-padrão. Trata-se de uma frase com sujeito inexistente, em que o verbo fica no plural (deram) para concordar com o numeral (cinco).
11. Falta poucos minutos para bater o sinal de saída.
Enunciado incorreto. Corrigindo: Faltam poucos minutos para bater o sinal de saída. > O sujeito da primeira oração se encontra no plural (poucos minutos). Portanto, o verbo deve concordar com ele no plural (faltam) da mesma forma que o verbo da segunda oração no singular (bater) concorda com o sujeito que está no singular (o sinal de saída).
12. Mais de um aluno passou; menos de dois alunos se transferiram.
Enunciado correto conforme a norma-padrão. Com as expressões "mais de um" e "menos de dois", os verbos concordam com o numeral (respectivamente, passou e transferiram).
         Concluindo mais uma publicação, para todos os profissionais do ensino e estudantes, desejo bom retorno às suas atividades!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ano VII - número 74 - janeiro/2017: A utilização da língua padrão e sua ênfase (I)

         Estimado (a) leitor (a), na inexorável passagem do tempo, eis que chega o ano da graça de 2017. E ele inicia com o mês de merecidas férias nas instituições de ensino brasileiras, com a maioria das atividades suspensas.
         Durante este ano, o Blog de comentários destinará diversas publicações, destacando a norma padrão da língua portuguesa. Serão propostos vários enunciados, seguidos de esclarecimentos precisos e de comentários abalizados, no intuito da melhor compreensão do funcionamento de nosso idioma.
1. Os Estados Unidos vão participar dessa competição.
Frase correta de acordo com a norma-padrão, tanto no aspecto da concordância nominal quanto no da concordância verbal.
2. O pessoal lá de casa não gostaram muito de você.
Enunciado incorreto.  Corrigindo: O pessoal lá de casa não gostou muito de você. > Cabe aqui a concordância do verbo no singular, referindo-se ao termo pessoal (substantivo coletivo), que está no singular. Em situação excepcional, estaria correto, com a utilização da concordância ideológica (figura de linguagem: de sintaxe ou de construção, chamada silepse de número).
3. A gente não queremos briga com ninguém.
Enunciado incorreto. Corrigindo: A gente não quer briga com ninguém. > É óbvio que a gente (expressão coloquial) corresponde a nós (forma culta). A concordância gramatical obriga que o verbo fique no singular, pois a referida expressão está no singular. Portanto, não se justifica o uso da concordância ideológica (figura de linguagem: de sintaxe ou de construção, denominada silepse de pessoa), a não ser em caso excepcional.
4. Aqui não se colhe flores nem se fabrica dinheiro.
Frase incorreta. Corrigindo: Aqui não se colhem flores nem se fabrica dinheiro. > Os verbos da frase estão na voz passiva sintética e devem concordar com os seus respectivos sujeitos (flores e dinheiro). Na voz passiva analítica, ficaria da seguinte forma: Aqui não são colhidas flores nem é fabricado dinheiro.
5. A maioria dos homens não ficou aborrecida com a cena.
Frase correta conforme a norma-padrão, tanto no aspecto da concordância verbal quanto no da concordância nominal.
6. Os Estados Unidos são um dos países que mais luta pela liberdade.
Enunciado incorreto. Corrigindo: Os Estados Unidos são um dos países que mais lutam pela liberdade. > O verbo lutar deve ser flexionado no plural para concordar com a palavra países.
         Em dezembro, o Blog de comentários linguísticos entrou no seu sétimo ano na rede mundial de computadores e trará novamente neste ano valiosos esclarecimentos e comentários críticos para o efetivo conhecimento de seus leitores assíduos. Excelente ano de 2017 e proveitoso período de descanso!  

domingo, 27 de novembro de 2016

Ano VII - número 73 - dezembro/2016 - *edição especial*: Sexto aniversário do Blog de Comentários

         Prezado leitor, cara leitora, o mês de dezembro é deveras significativo para este Blog, que, neste ano, comemora o seu sexto aniversário e o terceiro ano de sua reinauguração.
         Porém, o BLOG PROF. STEFAN - LÍNGUA PORTUGUESA - COMENTÁRIOS é quem presenteia com intenso júbilo os seus fiéis leitores como de costume. Desta vez, com mais um artigo esclarecedor, tratando sobre o Português no Mundo. Leia-o atentamente para o seu aprimoramento intelectual.
         Atualmente o português é língua oficial de oito países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste). Apesar da incorporação de vocábulos nativos e de modificações gramaticais e de pronúncia próprias de cada país, as línguas mantêm uma unidade com o português de Portugal.
         O português também é falado em pequenas comunidades, reflexão de povoamentos portugueses datados do século XVI, como é o caso de:
Zanzibar (na Tanzânia, costa oriental da África);
Macau (ex-possessão portuguesa encravada na China);
Goa, Diu, Damão (na Índia);
Málaca (na Malásia).
         A Língua Portuguesa se faz presente em todos os continentes, observe:
América: O Brasil é o único país de língua portuguesa na América. Durante o período colonial, o português falado no Brasil foi influenciado pelas línguas indígenas, africanas e de imigrantes europeus. Isso explica as diferenças regionais na pronúncia e no vocabulário verificadas, por exemplo, no nordeste e no sul do país. Apesar disso, a língua conserva a uniformidade gramatical em todo o território.
Europa: O português é a língua oficial de Portugal. Em 1986, o país passa a integrar a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e a língua portuguesa é adotada como um dos idiomas oficiais da organização. Existem falantes concentrados na França, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo e Suécia, sendo a França o país com mais falantes.
Ásia: Entre os séculos XVI e XVIII, o português atuou como língua franca nos portos da Índia e sudeste da Ásia. Atualmente, a cidade de Goa, na Índia, é o único lugar do continente onde o português sobrevive na sua forma original. Entretanto, o idioma está sendo gradualmente substituído pelo inglês. Em Damão e Diu (Índia), Java (Indonésia), Macau (ex-território português), Sri Lanka e Málaca (Malásia), fala-se o crioulo, língua que conserva o vocabulário do português, mas adota formas gramaticais diferentes.
Oceania: O português é idioma oficial no Timor Leste. No entanto, a língua dominante no país é o tétum. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população compreende o indonésio bahasa e apenas uma minoria compreende o português.
África: O português é a língua oficial de cinco países, sendo usado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais. A língua convive com diversos dialetos crioulos.
         Em Angola, 60% dos moradores falam o português como língua materna. Cerca de 40% da população fala dialetos crioulos como o bacongo, o quimbundo, o ovibundo e o chacue.
         Em Cabo Verde, quase todos os habitantes falam o português e um dialeto crioulo, que mescla o português arcaico a línguas africanas. Há duas variedades desse dialeto, a de Barlavento e a de Sotavento.
         Em Guiné-Bissau, 90% da população fala o dialeto crioulo ou dialetos africanos, enquanto apenas 10% utiliza o português.
         Em Moçambique, somente 0,18% da população considera o português como língua oficial, embora seja falado por mais de 2 milhões de moçambicanos. A maioria dos habitantes usa línguas locais, principalmente as do grupo banto.
         Nas ilhas de São Tomé e Príncipe, apenas 2,5% dos habitantes falam a língua portuguesa. A maioria utiliza dialetos locais, como o forro e o moncó. (Extraído e adaptado de www.soportugues.com.br)
         Concluindo, os melhores votos de feliz e santo Natal para todos os internautas leitores deste Blog aniversariante! 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ano VI - número 72 - novembro/2016: O Acordo Ortográfico e sua polêmica (IX)

         Caro leitor, cara leitora, nesta publicação, damos prosseguimento ao tema da reforma ortográfica e já nos encaminhamos à sua conclusão. Neste mês de novembro, a polêmica em torno do Acordo Ortográfico continua como o assunto em pauta.
         No estado do Acre, surgiu uma polêmica. Lá os seus habitantes afirmam que foi o Acordo que alterou a grafia do adjetivo gentílico acreano para acriano.
         Na verdade, a composição do adjetivo gentílico remete a uma norma antiga, que o Acordo apenas manteve. De acordo com essa regra, do substantivo próprio Iraque, por exemplo, retira-se a última vogal e acrescenta-se o sufixo -iano. Da mesma forma, acriano.
         Observa-se que o povo do Acre rejeita a norma-padrão, pretendendo tornar legítimo o seu tradicional "acreano". Quer fazer valer esse hábito seu. Diz estar no seu direito. Aliás, por que a regra deveria se sobrepor ao costume, se este não fere a dignidade de ninguém?
         O Direito ensina que a norma serve para salvaguardar um valor. O valor maior, nessa situação, é a cultura local, que deve ser defendida e promovida porque representa a identidade do povo, seu modo de viver, sua história de resistência e, consequentemente, sua soberania e autoestima.
         Para solucionar tal impasse expresso pelo desejo da população, o governo do Estado preparou no início do ano uma consulta pública pela Internet, para verificar se o termo "acreano" seria confirmado como o preferido. Na época, a AAL (Academia Acreana de Letras) se posicionou contra a mudança, alegando que nenhum decreto pode modificar uma tradição e que o gentílico é parte fundamental da construção identitária dos habitantes de determinado local. O próximo passo seria tomar as medidas legais cabíveis para torná-lo oficial.
         Dito e feito. Após consulta pública e análise na Aleac (Assembleia Legislativa do Acre), o governador Tião Viana sancionou a lei Nº. 3.148 que institui o termo "acreano" com "e" como o gentílico oficial do estado. O texto foi publicado na edição do dia 28/07/2016 do Diário Oficial do Estado.
         Porém, vale registrar, em meio à polêmica, algumas reações criativas dos cidadãos, que ilustram o bom humor do povo. Por exemplo, esta indignação extraída de uma rede social: "É melhor devolver o Acre pra Bolívia do que escrever 'acreano' com "i"."
         Dessa forma, concluímos, neste Blog, as considerações e os comentários a respeito do tema da reforma ortográfica, que foram feitos ao longo do ano, desde o mês de fevereiro. É importante enfatizar que a nova ortografia se tornou obrigatória em janeiro de 2016.
           

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ano VI - número 71 - outubro/2016: A situação atual da educação brasileira (II)

         Caro (a) leitor (a), chegamos mais uma vez ao mês de outubro, que, anualmente, é portador da data dedicada aos professores. A cada ano que passa, a conjuntura educacional brasileira se vê envolta em crescentes e gravíssimos problemas. Este Blog, mais uma vez, interrompe suas habituais publicações, para destacar o palpitante tema da preocupante situação da educação brasileira.
         Nos anos 1950/1960, pensava-se que bastaria dotar os professores de livros e de materiais pedagógicos novos. Mas, a realidade é que a excelência e a qualidade da educação estão ligadas fortemente à qualidade da formação docente. Outro fato é que aquilo que o professor pensa sobre o ensino determina o que ele faz quando ensina. 
         O desenvolvimento dos professores é uma condição imprescindível para o desenvolvimento da escola. Sem o docente, nenhuma reforma, inovação ou transformação irá perdurar. 
         Os professores devem ser considerados como sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.
         Somente ocorrerão mudanças profundas quando a formação dos docentes deixar de ser um mero processo de atualização, executada de cima para baixo, e se converter em verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão. 
         Tal situação sombria da educação brasileira também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população de um modo geral, contribuindo à lentidão. 
         Enquanto isso, a tão almejada meta de alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade está distante de ser atingida e ainda se carrega o peso de um baixo desempenho no IDEB. A meta do Brasil é de chegar a 6 no ano de 2022.
         Concluindo, resta-nos homenagear a todos os valorosos mestres do nosso Brasil, que são verdadeiros heróis em meio às gravíssimas dificuldades de toda ordem por que estão passando e abandonados irresponsavelmente pelo poder público constituído.
SALVE DIA 15 DE OUTUBRO: DIA DO PROFESSOR!         

sábado, 3 de setembro de 2016

Ano VI - número 70 - setembro/2016: O Acordo Ortográfico e sua polêmica (VIII)

         Prezado (a) leitor (a), prosseguimos, na presente publicação, com o tema da reforma ortográfica, pois a nova ortografia se tornou obrigatória em janeiro deste ano. Neste mês, trataremos sobre o Acordo Ortográfico e sua polêmica.
         Esse Acordo de unificação ortográfica, embora esteja sendo discutido agora, na verdade, possui suas raízes no início da década de 1990. O Acordo, desde aquela época, pretende a unificação da ortografia da língua portuguesa, e não da língua portuguesa. A língua é uma coisa viva, em constante mutação, que varia de acordo com a província, com os enunciados e necessidades dos falantes. E unificar a ortografia, diga-se de passagem, jamais foi tarefa fácil, mas é possível.
         Os países lusófonos decidiram unificar as formas de grafar os vocábulos que são grafados de maneira diferente em cada localidade. Somente foi alterado aquilo que diferia muito nas grafias e que não alteraria por demais a relação dos falantes com a língua portuguesa.
         Por isso, não é correto o argumento em que se afirma que não é uma unificação de verdade porque permite duas grafias, uma vez que elas passam a ser consideradas oficiais e o valor de ambas é unificado.
         Em termos reais, é muito difícil afirmar o número de palavras alteradas porque é impossível quantificar as palavras de um idioma. Os portugueses não admitem o Acordo porque desejam preservar a pureza da língua.
         Entretanto, o português falado no Brasil é muito mais parecido com o português que se falava no século XVI. Conclui-se que aqui o português é mais antigo e, portanto, a pureza é mais preservada por nós do que por eles. 
         Com o Acordo de unificação ortográfica, a legitimidade da língua estará com todos os países lusófonos, e não apenas com Portugal.
         Outra afirmação incorreta é a de que, com a retirada de alguns acentos, a reforma pretende tornar o português um idioma  mais jovem, mais moderno e mais próximo da língua utilizada pelos jovens nas redes sociais. Ora, quando o Acordo foi proposto, a Internet era muito pouco difundida e a inspiração não era essa. Não foi tal descompromisso dos jovens com as regras gramaticais que norteou o Acordo.
         A próxima publicação do Blog estará voltada aos mestres, no mês que lhes é dedicado. Oportunamente, retornaremos ao tema do Acordo Ortográfico e sua polêmica.